O que há por trás do Morro do Careca, o cartão postal mundialmente conhecido da praia de Ponta Negra em Natal no Rio Grande do Norte?

Se subirmos no morro por completo ou se cruzarmos a ponta de terra que esconde suas “costas”. Existe uma praia desconhecida? Aonde isso vai dar? 

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É uma tarefa quase impossível achar na internet uma imagem, um relato, ou um vídeo do que há por trás do Morro mais famoso do RN.

Em uma pesquisa exaustiva conseguimos resultados raros e interessantes. Ouvimos também alguns boatos que dizem que há uma praia deserta e muito bonita, outro que existem reservas naturais não tocadas ainda pelo homem, outros que é um paraíso para o surf, outros que é violento e deserto.

A verdade é que parece que ninguém antes se interessou em procurar o que há atrás de um dos maiores cartões postais do Rio Grande do Norte.

O Morro do Careca é na realidade uma grande duna com desenho de um homem calvo criado pela vegetação, que está numa espécie de “canto” para uma ponta de terra que se estende para o mar, e ela se estende até um outro litoral bastante inexplorado, praticamente deserto.

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Neste litoral, que também ao que parece se chama “Ponta Negra” existe a única praia que se sabe por lá, a “Praia das Tartarugas”, ainda por relatos este nome foi dado por ser um local de grande desova de tartarugas marinhas no período natural delas.

Ouvimos falar também que lá é uma praia ótima para o surf e para quem quer encontrar paz, silêncio e tranquilidade. Alguns falam que é por isso meio perigoso.

Dizem também que o local é bastante utilizado como trajeto dos passeios de Jangadas que devem sair da Pra de Pirangi até Ponta Negra. Veja algumas fotos desta nova praia:

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O litoral que se encontra atrás do Morro também muito extenso. Tiramos algumas fotos pelo Google Earth e o que vimos foi uma extensa faixa de areia e mar.

Seguindo este litoral vamos chegar na praia de Pium, depois praia de Cotovelo e Pirangi do Norte e assim por diante seguindo as praias do litoral do RN.

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Pelas fotos que conseguimos vê-se realmente um ambiente deserto. Com paisagens bem nativas, relevo intacto como se o homem nunca tivesse pisado ali. Veja como é deserta a praia porque é difícil seu acesso até lá…

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A única forma de chegar ao “outro lado”, nesta praia é seguir em frente pela beira da praia de Ponta Negra, passar o morro e atravessar pelas pedras no limite da extensão de terra que aponta o mar, entrando assim na beira da praia que fica literalmente nas costas do Morro do Careca.

Este percurso teria que ser feito por barco, ou então, se fosse permitido, subir o morro do careca e iniciar uma longa caminhada até chegar à praia de novo, ou ainda, quem sabe até sobrevoar de parapente ou asa delta e descer direto lá.

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Publicado por Henrique Araujo

O criador do Curiozzzo é Bacharel em Sistemas de Informação, viciado em internet desde muito cedo, e encontrou na criação de conteúdo uma nova paixão. Criou o blog em 2014 para levar o Rio Grande do Norte (onde vive desde criança) para o mundo de uma forma criativa e diferenciada. Siga-o: instagram.com/henrique.e.araujo

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  1. Eu ja tive a opirtunidade de ir até essa outra praia.
    O mare estava seca, eu e um amigo atravessamos as pedras e caminhamos um bom tempinho na praia ali atrás.
    Mas isso faz uns 16 anos, já!
    Hoje nao teria coragem.
    Mas o local é muito bonito, sim!
    Que ele permaneça intacto!
    As tartaruguinhas agradecem!

  2. A verdade, é que esta área pertence a Aeronáutica, é uma reserva de mata litorânea, e as praias, como foram ditas, é refúgio para a desova das tartarugas marinhas. Como é protegido e proibida a circulação pública, toda essa área se torna pouco conhecida da população.

    1. Eu fui até esta praia no ano de 1996. Fui pelo morro do careca e voltei pela orla. Caminhando do morro do careca, quando chegamos à praia, tentamos seguir em direção à barreira do inferno mas vieram dois soldados e disseram que todo aquele local era proibido. Então perguntamos se a gente podia seguir pela orla até ponta negra e permitiram.

  3. Lembro que em meados da década de 80 surgiram histórias (ou estórias), que inclusive foram publicadas em jornais conhecidos da cidade, com relatos sobre um lobisomem que rondava aquela região e as redondezas do Morro do Careca, principalmente de manhã cedo e que teria atacado algumas moças. Já fiz buscas na internet para ver se encontrava algo da época, mas infelizmente não achei. Espero que alguém lembre algo com mais detalhes sobre o tal “lobisomem de Ponta Negra”.
    Parabéns pelo site!

  4. Muuuuuuita saudades vendo essas fotos!!! Nasci e me criei andando por esses morros, éramos grupos de 7 a 12 crianças guiada por 1 ou 2 adultos em uma época em que se respeitava a inocência! Existem muitas árvores frutíferas e medicinais, guagiru, cajueiro, umbaia, papaconhas, etc. lendas criadas pelos mais velhos que nos faziam sonhar como o caso da galinha de ouro que foi vistas com seus pintinhos andando pelas dunas! Existe um praia linda e deserta, meu pai nunca deixava a gente tomar banho lá porque existe muita corrente marítima forte e é perigoso, para banho só na praia do alagamar onde por causa das pedras o mar era bem mais calmo e cheio de piscinas naturais. Exatamente por trás do Morro do Carreca já encontramos ossadas de tartarugas marinhas gigantes que depois da desova não conseguiu voltar ao mar e acabou morrendo, ossadas de baleias também! Enfim, sinto em não poder fazer meu filho passar pelas mesmas experiências que passei na minha infância, hoje é tudo área militar e perigoso pois existe muita maldade no coração humano.

  5. Minha família sempre pescou nesta praia, chamada de Alagamar, e sempre dá pra ir até lá contornando pela trilha lateral. Tem uma série de pequenas praias após a primeira trilha e termina numa outra trilha que passa pela parte onde há muitas pedras.

    Anos atrás, encontrei carcaça de baleia e um grande tronco de uns trinta metros de comprimento e mais de um metro de espessura encalhado.

    No canto desta segunda trilha tem uma pequena gruta e, no caminho até ela, na parte das pedras, dá para tomar banho e formam-se boas piscinas naturais, algumas até mesmo com “teto”, pois as formações rochosas formam uma espécie de laje.

    A partir deste canto que tem uma gruta, o mar é bravio e é onde começa a ficar realmente deserto (mais ou menos até a altura de onde se poderia chegar se ainda fosse permitido subir pela careca do morro). Desta altura em diante, nunca fui, pois já era distante para dar a volta pela lateral.

  6. Um Paraíso para prática do surf, conheci e surfei “clandestinamente” aí durante o fim dos anos 80 e 90, pois como se trata de uma área vizinha a CLBI tem a ronda que nos expulsava sempre a partir das 7/8hrs da manhã como chegavamos cedo, sempre assim que amanhecia o dia e já era hora de ir embora mesmo, de tem os melhores picos de surf da cidade… um verdadeiro paraíso. A praia se chama Alagamar ou Canal para os surfistas.

  7. Eu já fiz esse percurso até as costas do morro do careca. Fizemos uma trilha pela lateral do morro até o outro lado, isso com a maré baixa, pois quando sobre não dá para passar. Na época ainda era possível subir o morro, mas nesse dia apenas descemos, pois a maré encheu e não pudemos retornar pelo mesmo caminho. O soubemos é que por ser bem deserto, corria o risco de assaltantes por lá, mas também soubemos que o local era muito utilizado como motel por alguns casais hehe.

  8. Na década de 90 também era permitido subir o Morro… só falavam que tinha que descer antes de escurecer pq lá tinha um lobo que saía à noite. hahaha Galera aperriando a criançada pra ir pra casa logo… 😛
    Já fui a esta praia por cima do Morro e pela trilha na lateral, independente da maré. Depois da proibição de subir o Morro, o que tornou o acesso a praia bem mais restrito, cogitaram transformá-la em uma praia de nudismo para concorrer com Tambaba/PB. O problema é que muitos barcos de pescadores passam pela área e a privacidade não seria garantida. Acho que hoje a galera do SUP faz esse percurso também.
    Foi considerada perigosa porque ficavam uns malandros escondidos em uma mini caverninha na mata, um buraco um pouco ao lado da saída da trilha. quando a galera ia tomar banho no mar e deixavam as coisas na areia eles carregavam tudo e fugiam por esta caverninha, uma segunda trilha mais selvagem.
    E lá tem mesmo muita pedra, difícil achar um lugarzinho bom pra entrar com maré média/alta.

    1. Na década de 80 ainda era permitido “subir” o morro e fiz isso algumas vezes e atravessava até o outro lado,o banho lá do outro lado não era muito bacana,lembro que tinha muitas pedrinhas que machucavam e a areia era bem grossa…mas a paisagem belíssima. Depois da proibição ainda íamos,só que dando a volta ao redor do morro, até Alagamar.