7 coisas incríveis que ninguém nunca contou à você sobre a Polícia Militar do RN

Será que você sabe realmente como a PM deve trabalhar? Provavelmente não. O trabalho da Polícia Militar guarda muitos detalhes que no dia-dia acabam ficando desconhecidos pela maioria das pessoas. Isto gera em muita gente preconceitos e equívocos quanto da atuação da Polícia, mas agora você vai entender tudo nos mínimos – porém necessários – detalhes.

É Militar porque é força auxiliar do Exército

A PM é um órgão regido pelos princípios militares e os policiais militares são considerados pela Constituição Brasileira como força auxiliar e reserva do Exército.

De acordo com a Constituição Federal as PMs são denominadas policias militares no Brasil as forças de segurança pública das unidades federativas que têm como função primordial a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública nos Estados brasileiros e no Distrito Federal.

As Polícias Militares são subordinadas diretamente aos governadores dos Estados. 

Não chame depois de um certo tempo que acontecer um crime

Muita gente chama a polícia depois que foi assaltado ou viu alguém morrer em casa ou na rua por exemplo.

A função da Polícia Militar é de prevenção de crimes, de patrulhar e fazer rondas pela cidade na tentativa de inibir a ação de criminosos e, é claro, quando não conseguir impedir que o crime aconteça, tentar abordá-los e prendê-los o mais rápido possível. 

Mas a PM também atua com o crime em andamento. Você precisa acioná-la com o crime ainda em curso para que ela possa agir. 

Limites de atuação

Às vezes, ao acionar a PM, a pessoa fica frustrada porque ela tem limites de atuação. Por exemplo: um assaltante aponta a arma para você, manda você descer do carro e foge com ele.

A sua primeira providência, claro, é ligar para o 190.

Logo que a equipe do 190 recebe o seu telefonema e ouve seu problema ela alerta por rádio todas as viaturas ao mesmo tempo, passando as características do carro para que todas as unidades fiquem atentas na tentativa de encontrar o ladrão para recuperar o seu carro.

Uma viatura (a que estiver mais próxima do local onde você está) é escalada para ir ao seu encontro e na sua presença eles fazem um documento chamado Registro de Ocorrência (RO). Depois eles encaminham você para a delegacia mais próxima, ou a delegacia responsável para atender a sua localidade.

É claro que, se a PM encontrar o bandido com o seu carro, ela vai persegui-lo e se possível, prendê-lo em flagrante.

Mas se isso não acontecer, o trabalho da PM se encerra ali, ao deixar você na delegacia, onde será feito pelo delegado de plantão um outro documento popular, o Boletim de Ocorrência (BO), que encaminhará o caso para investigação, a ser feita pelos investigadores da delegacia.

Espantar bandido sim

As pessoas costumeiramente reclamam que a PM chega fazendo alarme e o bandido foge.

Os PMs usam fardas para que ao vê-los as pessoas já percebam que são policiais.

Eles também em geral usam carros coloridos e com sirenes de som estridente.

Isto é algo pra chamar a atenção propositalmente e espantar o criminoso da área. Este trabalho chama-se “patrulhamento ostensivo”.

Sabia que a Polícia Militar tem divisões e especializações?

Conforme a população aumenta e, principalmente, conforme a criminalidade aumenta, a polícia vai acompanhando as mudanças e se adaptando a elas, criando novas divisões e, especialmente, as polícias especializadas.

Foi assim nasceu, em todo o Brasil, as polícias de elite, como o BOPE (Batalhão de Operações Especiais), COE (Comando de Operações Especiais), GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) e outras, que hoje existem em todos os comandos da PM em todo país.

Estes são grupos policiais especiais para tratar de crimes e casos específicos, como o combate ao tráfico, os assaltos com reféns e a desativação de bombas.

Foram criadas também unidades especiais como a Cavalaria, a de Cães e os grupos de choque, que têm como função acabar com motins e rebeliões em presídios e também a de manter a ordem nas ruas, durantes protestos e manifestações. É uma das polícias mais criticadas porque agem com rigor, muitas vezes, com violência desnecessária.

Hoje a PM, integrada ao mundo moderno e para acompanhar os bandidos que se usam de tecnologia para planejar seus crimes, tem um departamento de Inteligência, cujo trabalho é, através de escutas telefônicas, monitorar as conversas entre bandidos, descobrir seus planos e impedir que cometam os crimes que pretendam, sejam assaltos ou ataques.

E a PM do Styvenson?

As PMs têm ainda batalhões especiais para cuidar do trânsito nas cidades e multar os que não cumprem as leis de trânsito. Igualmente a PM tem a Polícia Rodoviária Estadual, aqueles carros amarelos em Natal, que cuida exclusivamente das estradas e dos motoristas que insistem em burlar as leis.

E, em Junho de 2008, a PM também ficou responsável por fiscalizar os que bebem antes de dirigir pelas ruas e avenidas da cidade. Com a Lei Seca (que proíbe motoristas de dirigirem se tiverem ingerido qualquer quantidade de álcool) os policiais militares passaram a ter mais trabalho nas ruas e estradas dos estados brasileiros.

É o caso do policial Eann (primeiro nome do Styvenson). 

E a Polícia Florestal?

Com a maior consciência do brasileiro da necessidade de preservação da natureza e de seus animais, foi criada, em todo o país as polícias Ambientais ou Florestais, que também são de batalhões especiais da PM e que tem a função de tentar inibir o corte ilegal de árvores, o tráfico de animais silvestres e a destruição de nossas florestas.

Estas polícias, ao contrário do que se possa pensar, não trabalham nas matas não. Nas grandes cidades há batalhões e postos das polícias ambientais e florestais porque, principalmente os traficantes de animais, trazem os bichinhos para as grandes cidades para revendê-los aos que ainda não têm consciência de que estes animais devem ficar em seu habitat natural e não para ornamentar gaiolas. 

Pronto, nunca mais você terá dúvidas ou ficará confuso sobre o trabalho da Polícia Militar 😉

Gosta de assuntos policiais? Então não deixe de ler estes links:

(Texto adaptado de Instituto Marconi)

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