4 provas de que o potiguar Baé é o torcedor mais fanático do mundo pelo América

Erinaldo Rafael da Silva, conhecido por todos como “Baé”, nasceu na cidade de Angicos, a 171 km de Natal, e se apaixonou pelo América-RN ainda na infância.

Aos 55 anos, ele dedica as 24 horas do seu dia ao clube de coração. O carinho pelo Mecão é tão grande que Baé veste roupas e calçados apenas na cor vermelha, numa espécie de reverência.

Ele rechaça que haja alguma promessa por trás das vestimentas e reforça que não tem vergonha de torcer pelo América. O lema que decidiu seguir é: “Se meu coração já é vermelho, por que não posso colocar mais algo na cor vermelha na minha vida?”.

Além de ser funcionário do América, Baé também mora no clube.

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Foto: Jocaff Souza/GloboEsporte.com

O quarto, na cor vermelha, é “recheado” de utensílios domésticos, também vermelhos. Nas paredes, o torcedor colou fotos e pendurou quadros da sua história com o clube do coração. Até imagens religiosas com adesivos do time foram incluídas na decoração.

Eu faço as refeições aqui na sede, o clube me dá a refeição e, às vezes, eu faço alguma comida também. Tenho uma geladeira, um microondas e uma televisão. Para passar o tempo, tenho os meus rádios, por onde acompanho os jogos que o América faz fora de casa – diz ele.

Ele tem um memorial do América dentro do próprio quarto.

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Foto: Jocaff Souza/GloboEsporte.com

Em um quarto nos fundos da sede provisória do América-RN, enquanto o prédio oficial passava por reformas, Baé montou seu “memorial”. O local é pequeno, mas, segundo ele, possui o tamanho exato para o seu amor pelo clube.

A cor vermelha nas paredes, no piso e no teto deixa o ambiente abafado, mas que é contornado por um pequeno ventilador, obviamente vermelho, que espalha a felicidade do torcedor em morar naquele lugar.

Antes de cada partida ele faz um enorme ritual já conhecido por todos.

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Quando o América faz jogos em casa, Baé segue uma programação repetida há vários anos. Separa o uniforme, equipa a bicicleta e parte em direção ao estádio. Lá, ergue a bandeira americana e corre em volta do gramado, para, segundo ele, “agitar a torcida”.

Não bastasse a exaustão com as corridas, Baé ainda se atira ao chão e dá um forte grito, como se estivesse sofrendo de dor. A encenação é para mostrar que a sua paixão pelo Alvirrubro serve tanto para os momentos felizes como dolorosos.

Baé recebeu o título de Cidadão Natalense vestindo um terno completamente vermelho

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Foto: Verônica Macêdo

Ele esteve de paletó, gravata e calças vermelhas na solenidade realizada na Câmara Municipal. A proposição foi feita por um vereador da cidade, que reconheceu a importância da figura de Baé para a história do clube, como “um verdadeiro símbolo da torcida americana”.

Que figura KKKKK… será que o Baé viu aquele dia em que o time da Argentina enganou centenas de pessoas em Natal-RN?

Fonte: Globo Esporte

 

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