Esta impressionante ‘casa de pedra’ no Rio Grande do Norte já esteve submersa no oceano

Ou: 10 coisas que você deveria saber sobre esta maravilhosa caverna pré-histórica de mármore

Ela fica em Martins, cidade há 700 metros acima do nível do mar

A casa é um dos maiores atrativos da região de Martins, cidade serrana do Rio Grande do Norte que fica distante 380 km da capital, e é popularmente apelidada de “Princesa Serrana” ou a “Campos do Jordão Potiguar”.

Isto porque, devido à sua altitude de mais de 700 metros, seu clima contrasta da maioria das cidades potiguares, podendo chegar aos 15°C no inverno.

A Casa fica a cerca de 20 km do centro de Martins

E é acessível através de uma estrada de terra e pedras.

Ela é a SEGUNDA MAIOR caverna em mármore do Brasil

Foto: Elias Medeiros

As grandes pedras claras que formam essa caverna ficam no alto da “Serra Potiguar”, em meio à vegetação de caatinga.

Antes mesmo de entrar na Casa, o visual dela já impressiona

Ela fica no alto de uma serra, e no fim da estrada que leva até lá há uma escada de acesso à casa.

E vendo assim quem diria que o lugar já esteve submerso fazendo parte do oceano

Suas rochas, que datam do período pré-cambriano, são de calcário e corais calcificados, o que indica que esse lugar já esteve submerso e fez parte do oceano.

Ela recebeu o nome de Casa de Pedra por causa da disposição de suas câmaras, que se assemelham aos cômodos de uma casa

A caverna tem cerca de 120 metros de altura e possui uma trilha de 100 metros de comprimento.

O primeiro ambiente, que seria a sala principal, tem 12 metros de largura por 18 de comprimento, além de um teto de mais de 10 metros de altura.

Lá também tem uma estalagmite enorme na “sala”

Foto: Patrícia Chemin

De onde também é possível ver corais calcificados, e inúmeras estalactites por todos os lados.

Mas muito cuidado com a cabeça

Um “tour” interno não demora muito, mas o percurso chega a ser uma aventura. Em alguns lugares é preciso se abaixar se você não quiser se deparar com os morcegos que moram por lá.

Do quintal da Casa de Pedra é possível ter uma vista privilegiada de toda a cidade

Foto: Patrícia Chemin

Ao chegar ao outro extremo dessa trilha, você vai chegar a um local ainda mais impressionante, que possui uma beleza de tirar o fôlego.

Mais de 5 mil peças arqueológicas já foram coletadas, dentro e nos arredores da caverna

Destas peças, a grande maioria são fósseis de animais da pré-história como preguiça gigante, mastodante (ancestral do elefante), gliptodonte (um tipo de ancestral do tatu, do tamanho de um carro), e etc; ou seja, objetos que tem mais de 14 mil anos.

As peças fazem parte do acervo particular de um pesquisador e morador antigo da cidade

O seu Júnior Marcelino, que mantém seu acervo no centro da cidade, e é referência para estudos paleontológicos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

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Fontes: Qual Viagem e Vento Nordeste

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