Documento revela 10 curiosidades INÉDITAS sobre a Ponte de Igapó em Natal

Uma apresentação criada pelo professor e mestre em engenharia Manoel Fernandes de Negreiros, junto com o professor Walney Gomes da Silva, ambos do IFRN, em parceria com o engenheiro Jose Martins de Sousa Jr da EEPC, revela coisas que muita gente desconhece sobre a famosa Ponte de Igapó, em Natal-RN.

O documento entitulado “A durabilidade do concreto de uma ponte centenária sem conservação em Natal, RN, Brasil” foi apresentado ao 56º Congresso Brasileiro do Concreto (IBRACON), e traz detalhes bem curiosos sobre esta ponte que impulsionou todo o desenvolvimento comercial de Natal a partir do século XX.

Nele descobre-se por exemplo que o presidente da empreiteira responsável pela construção foi um homem chamado João Júlio de Proença

Dr. João Júlio de Proença e sua ficha de óbito

Que faleceu em Novembro de 1923, e sua empresa chamava-se Companhia de Viação e Construções SA. Na foto acima está sua “ficha de óbito”.

Mas o projetista da ponte foi um frânces chamado Georges Camille Imbault

Foto: Apresentação original

Nascido na cidade de Châteauneuf-sur-loire, e aí está o currículo dele.

Inclusive a ponte sobre o Rio Potengi foi imaginada semelhante à “Blue Nile Bridge”, do mesmo projetista

Foto: anúncio para contratação de especialistas em fundações aquáticas da empresa Cleveland em Setembro de 1902.

Até nas dificuldades de uma fundação obrigatoriamente profunda. E isso foi constatato pelos perfis de sondagens realizadas para a construção da 2ª ponte sobre o Potengi.

A “primeira pá de concreto” foi lançada sobre a ponte em 26 de agosto 1912 (106 anos atrás)

Construção do último pilar (nº 9), na cabeceira-encontro da margem direita do Potengi. Foto: álbum fotográfico Engo E. Parisot (1913-1919). Acervo de Wagner N. Rodrigues

Pelo mesmo Dr. João Proença, diretor-presidente da Companhia de Viação e Construcções

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O que sustenta a ponte são fundações com 9 blocos de concreto armado

Fotos do autor

Eles tem exatamente 7,30 por 2,40 metros na superfície, e 6 metros de profundidade.

A ponte possui 09 vãos de 50 metros cada, e um vão com 70 metros alterado por “razões técnicas”

Foto do desenho original do projeto

O que dá ao todo 520 metros de comprimento e 6500 toneladas de aço fabricados pela empresa Frodingham Iron e Steel Co Ltd, Dorman Long e Lanarkshire. Já de cimento são 1.472 toneladas.

E aqui estão alguns equipamentos utilizados

Foto do maquinário usado original da apresentação

Entre eles uma betoneira e um britador a Vapor de 1910.

O documento revela ainda que as fundações da ponte são tão resistentes que chegam a ser “enigmáticas”

Na foto desenho do projeto original, maquete do autor, e amostra coletada dos pilares de sustentação nos dias atuais.

A apresentação é muito precisa com processos de fabricação, medidas, quantidades, ingredientes e até elementos químicos usados para construir o concreto que sustenta a ponte, e chega a dizer que tudo é tão complexo que chega a ser enigmático.

Só assim mesmo pra deixar ela com pilares tão perfeitos

Foto: Esdras Rebouças Nobre em: http://www.fotosdenatal.com.br

Tá explicado!

E de brinde duas fotos raras finalizam com chave de ouro

Essa que foi tomada do último vagão de um trem em movimento no dia 16 Junho 1939 (vinte e tres anos após a inauguração), onde ainda não havia o piso para passagem de veículos:

Foto: José Guará (16/06/1939)

E essa panorâmica incrível de 1970 que já mostra a estreita segunda ponte ainda não duplicada:

Foto: Jaeci Galvão

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