18 palavras que os natalenses aprenderam com os americanos durante a 2ª Guerra

Na época da Segunda Guerra Mundial, em que os americanos se estabeleceram em Natal, o vocabulário da cidade foi “enriquecido” com várias palavras novas.
Era a nova sensação da sociedade pronunciar as expressões do idioma, e o gosto pelo inglês fez surgir diversos professores e estudantes interessados no seu aprendizado.
Veja algumas delas:

“show”

Talvez pela presença constante de música pelos clubes e bares da cidade, ou quem sabe quando os militares estavam curiosos com algo da terrinha e soltavam um “show me!”. Hoje em dia na linguagem popular quer dizer que algo está ótimo.

“whisky”

Bebida que começou a ser mais consumida justamente com a chegada dos americanos na cidade.

Foto cortesia do museu Negro Leagues Baseball Museum

“Yankees”

Famoso time de baseball de Nova York, talvez em conversas que os nativos tinham com os soldados sobre os esportes mais famosos dos EUA. Na época também os Yankees estavam atraindo a atenção do mundo devido à uma temporada mágica de sucesso que estavam desempenhando.

“boy”

Até hoje muito presente no vocabulário do natalense, tendo até variações próprias como “boyzinha” para as mulheres.

Dançarinos de rock entre os anos 40 e 50

“rock”

Mais uma que supostamente apareceu pela popularidade, por ser o ritmo mais famoso entre os norte-americanos.

“girl”

Garota. Quem sabe proveniente das paquera entre soldados e garotas natalenses, ou pela beleza inédita destas.

“drink”

Bebida (ou beber). O consumo de álcool claramente se tornou maior com os estrangeiros. As bebidas mais comuns eram cervejas, “whisky”, a aguardente brasileira e Martinis, esse último mais consumido pelas mulheres.

“cocktail”

Coquetel. Mistura de duas ou mais bebidas típicas de boates nos EUA e que começava a chegar em Natal como uma nova ideia para a forma de se beber.

“money”

Dinheiro. Algo muito desejado em forma de gorjetas pelos comerciantes que vendiam cigarros, bebidas e outros souvenirs para os militares.

“shorts”

Palavra que chegou e se estabeleceu de vez na cidade em adição à “calção” e “bermuda”. Hoje em dia tem variações como “shorte”.

“boyfriend/girlfriend”

“Namorado / namorada “. Os natalenses já sacavam que o amor havia chegado ao coração de um americano quando ele pronunciava essa palavra.

“golf”

Quem sabe não rolava umas brincadeiras em que os visitantes ensinavam golf aos nativos?

“big”

Que significa “grande”. Adjetivo comum e que provavelmente foi fácil de ser incorporado pelos nativos.
Outras palavras eram mais usadas pela necessidade de uso constante:

“blackout”

Que é “apagão”. Devido à precariedade do sistema elétrico da cidade na década de 40 era comum a ocorrência de apagões.

“relax”

Que significa “relaxe”. Essa deve ter rolado muito nas rodas de conversas.

“all right”

“Tudo bem”. Que deveria ser muito comum nos diálogos pra dizer simplesmente: entendi.

“okay”

Essa dispensa explicações, né? Não sei se você sabe, mas o termo “OK” apareceu pela primeira vez na história em um artigo humorístico do Boston Morning Post em 1839, sendo uma abreviatura da frase “oll korrect” que, por sua vez, significava “all correct” (“tudo certo” ou “tudo bem” em tradução livre) – fonte: Mega Curioso

e “slack”

Slack é uma camisa de seda tipicamente norte-americana, geralmente com estampas floridas.

As informações deste post foram coletadas através de relatos de Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto.

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