5 lindas pedras preciosas que você pode achar no Rio Grande do Norte [inédito]

Pra quem não sabe o Rio Grande do Norte não é só o maior produtor de sal do Brasil, o estado também tem longa tradição mineira.

Segundo o geólogo João Francisco de Moraes, autor do trabalho “Gemas do Rio Grande do Norte”, desde a 2ª Guerra Mundial o estado vem produzindo vários minérios para exportação como scheelita, tantalita, berilo, entre outros, vindos de diversas minas e vários garimpos.

Segundo ele até a década de 1970 o estado era o maior produtor nacional de scheelita, descoberta por este homem que era cego, a qual representava o principal item da pauta de exportação.

Existem por aí vários trabalhos publicados sobre ocorrências de gemas, um quase sinônimo de pedra preciosa, no RN, mas o relatório de João de Moraes é o primeiro a reunir todas as informações disponíveis sobre o assunto, complementadas pelas investigações realizadas em campo e em análises de laboratórios. Veja agora quais são as pedras mais encontradas no Rio Grande do Norte:

5ª Lazulita

A Lazulita ou “lápis-lazúli” é uma rocha que no Rio Grande do Norte está presente nos jazimentos que se agrupam no município de Parelhas, a cerca de 12 km a sudeste da cidade, numa área localizada a leste da Serra das Queimadas.

A rocha, que possui cores azul esverdeado e violeta escuro, é uma gema composta por vários minerais e é comumente lapidada para uso em objetos ornamentais como anéis, bola para colares, vasos, camafeus e etc. O lápis-lazúli de melhor qualidade é o produzido no Afeganistão.

4ª Ametista

No RN a Ametista pode ser encontrada em dois jazimentos do município de Lajes Pintadas. Em fazendas da região o mineral se apresenta em lascas e de qualidade boa pra estudos. Análises revelaram cores como sendo violeta fraco
Também se tem ocorrência de ametista no garimpo Maneone, situado no município de Parelhas.

A ametista é pedra muito apreciada por sua bela cor roxa. Ela é uma variedade de quartzo transparente a semitransparente comumente encontrada em cavidades de rochas vulcânicas e em pegmatitos, um tipo de rocha ígnea. É muito usada como gema e em objetos ornamentais. Seus cristais podem atingir grandes dimensões, havendo, no Museu Britânico, um cristal com cerca de 250 kg.

3ª Esmeralda

O Rio Grande do Norte não é produtor de esmeralda, mas existe um jazimento na fazenda Pitombeiras, município de Paraná, no extremo sudoeste do estado, o qual atualmente está submerso pelas águas de um açude.

Também foram registradas ocorrências da rocha hospedeira da esmeralda seguindo para norte do estado, na área urbana da cidade de Marcelino Vieira. A cerca de 15km ao norte da cidade existe outra ocorrência de material na margem leste do açude de Pau dos Ferros.

A esmeralda é uma variedade de berilo (uma espécie de cristal) só que com cor verde, em tom escuro a médio, e é uma gema mais valiosa justamente por causa da sua cor. A de Pitombeiras tem cristalização satisfatória e razoável aproveitamento para lapidação.

2ª Turmalina

No Rio Grande do Norte já foram encontradas Turmalinas nas cores azul, verde e rósea, em cristais geralmente pequenos. Os pegmatitos (rocha ígnea) que possuem a turmalina no estado se distribuem ao longo de 35km entre os municípios de Parelhas e Equador.

A pedra Turmalina é muito conhecida devido aos seus benefícios na saúde, estando comumente relacionada ao tratamento natural de algumas doenças psicológicas.

1ª Água Marinha

A água marinha é considerada a pedra preciosa mais típica do Brasil é também a pedra mais abundante e valiosa do Rio Grande do Norte, tanto pela quantidade produzida como pelo valor da produção. Ela ocorre em muitos municípios, sendo os de Tenente Ananias e Lajes Pintadas os maiores produtores do estado.

Á água-marinha é chamada assim porque sua cor azul, ou esverdeada, em tons claros é semelhante à cor do mar, as mais valiosas são as azuis e quanto mais escura ela for maior seu valor. Seus cristais chegam a atingir mais de 100 kg.

Segundo o estudo, até o fim dos anos 90 todas as minas e garimpos se encontravam paralisadas, não por esgotamento de reservas, mas porque a China, maior produtor mundial de minério de tungstênio, aumentou consideravelmente sua produção. Além disso, a drástica redução da taxa de importação pelo governo brasileiro.

Apesar disso, pelo potencial vasto e diversificado de recursos minerais, o Rio Grande do Norte ocupava a segunda posição em valores na produção mineral do Nordeste, e a sexta no ranking nacional. O Brasil possui cerca de 9% de todas as reservas minerais do mundo.

Para ver a pesquisa completa do geólogo clique aqui.

Fonte: Moraes, João Francisco Silveira de Gemas do Estado do Rio Grande do Norte. Com informações de Serviço Geológico do Brasil

Henrique Araujo

O criador do Curiozzzo é Bacharel em Sistemas de Informação, viciado em internet desde muito cedo, e encontrou na criação de conteúdo uma nova paixão. Criou o blog em 2014 para levar o Rio Grande do Norte (onde vive desde criança) para o mundo de uma forma criativa e diferenciada. Siga-o: instagram.com/henrique.e.araujo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *