10 fatos curiosos de Natal (RN) em cada década de sua existência

Até onde você sabe sobre Natal-RN?

Será que sabe tanto assim após ver esses 10 fatos marcantes e curiosos da cidade, um pra cada década?

O Curiozzzo tem conteúdo pra quase todas as décadas da cidade, mas essa surgiu da entrevista dos irmãos Fred e Carlos Sizenando Rossiter para a Tribuna do Norte, em Novembro de 2019, na qual eles contam como foi o processo de criação do livro “Natal no Século XX – Memória, fatos e fotos marcantes” (Editora Offset), que conta em mais de 500 páginas histórias do intervalo de 100 anos da capital potiguar.

Então com informações deles e nossas, vamos lá…

1901

Corridas do “Velo Club Natalense” na rua Conselheiro José Bonifácio em 1903

No começo do século Natal não era bem uma cidade de praia, era uma “cidade de rio”, isso porque era justamente do Rio Potengi que vinham as novidades para a cidade. A Igreja Matriz era o prédio mais alto que se tinha notícia, ela levantava as bandeiras dos países cujos navios chegavam no porto. Já abra aí na próxima aba: 10 fotos raras do Rio Grande do Norte nos anos 1900

1920

Nos anos 20 os natalenses só queriam saber de cinema. Era o principal lazer na época. Os picolés eram vendidos direto da forma gelada e ficaram conhecidos como “poli” por causa do Cinema Politeama, o primeiro cinema de Natal, criado em 1912, onde eram vendidos.

1930

Fachada do Quartel do Regimento Policial de Natal cravada de balas pelos soldados do 21º B.C e pelos civis comunistas, no contexto do levante de 1935.

O que marcou essa década foi a Intentona Comunista, de 1935. Durante quatro dias Natal ficou sob regime comunista. No meio de uma solenidade do Teatro Alberto Maranhão (TAM) tiros foram disparados e muita gente ficou apavorada. Prédios ficaram crivados de bala de confrontos entre manifestantes e polícia. Leia mais sobre isso em: Natal já esteve sob regime comunista por 4 dias

1940

Base americana em Parnamirim Field na época da 2ª Guerra Mundial.

A década de 40 foi marcada pela 2ª Guerra Mundial, em que o Brasil apoiou os EUA, e Natal abrigou a maior base militar americana fora daquele país, recebendo milhares de militares de lá. Em um documento da época enviado pelos americanos para o governo brasileiro havia algo como: “estamos enviando só pessoas comportadas”, formalizando que não mandariam soldados negros para o Rio Grande do Norte. Fotos daquela época realmente confirmam a ausência de negros. Não por imposição do governo brasileiro, mas um reflexo da forte descriminação racial presente nos EUA naquele tempo.

1950

50 é conhecida como “A Era do Rádio” em Natal, isso porque era pelo rádio que a sociedade ouvia se falar de novos hábitos, formas de viver, vestir, agir e pensar, e o interesse pela música levava centenas de natalenses aos palcos e às rádios da cidade. O período marcou a modernização, e assim a “transgressão” (à época), do comportamento da mulher. No jornal local “A Ordem” foi encontrada uma manchete que dizia: “segurem suas filhas, o Rock está chegando”. Inclusive, o rock chegou a ser proibido

1960

Nesta época a moda em Natal era das bandinhas dos colégios. Colégios que separavam totalmente seus alunos entre sexo masculino e feminino, então os festivais de música lotados do Palácio dos Esportes eram a oportunidade de todo mundo se encontrar. A música “Twister and Shout” (dos Beatles) inspirou o surgimento da banda The Shouters, e haviam outras bandas de nomes engraçados como a “The Dadas” e a “The Funtos”.

1970

Beira mar da Praia dos Artistas (Natal-RN) nos anos 70

Nos anos 70 a grande novidade foi a “Hippie Drive-in”, uma boate misturada com restaurante e clube ao mesmo tempo. Um lugar que à noite tinha luz negra e muito rock’n roll, e era tão efervescente que atraia caravanas até de estados vizinhos. Durante o dia famílias passeavam por um pequeno zoológico, o primeiro e único de Natal. Foi também época de curtir a praia (do Meio, do Forte e dos Artistas), da chegada do surf, do biquíni “asa delta”, e dos restaurantes à beira-mar. Quer saber mais sobre os anos 70? Clique aqui.

1980

Multidão participando da BandaGália nos anos 80. Foto: Tribuna do Norte.

Os anos 80 foi época dos gauleses, mas não os celtas do continente europeu, sim os gauleses potiguares; filhos boêmios da classe-média natalense, que naquele tempo eram contestadores da Ditadura Militar, e adoradores de carnaval. Eles seguiam a Bandagália, que arrastava uma multidão da Praia dos Artistas, até a Ribeira e Petrópolis, passando por todo tipo de bar até chegar na praia ao raiar do dia. Quer ver mais? Reportagem de 1986 mostra como era Natal naquela época

1990

A década de 90 foi marcada pela enorme expansão de Natal. A cidade cresceu para além dos limites imaginados na década anterior. Na praia se fazia topless. Era permitido pilotar sem capacete e dirigir carros abaixo dos 18 anos. Também teve a chegada dos celulares que virou febre entre as pessoas e o tão aguardado bug do milênio que assustou meio mundo. Veja como era Natal nos anos 90 aqui

Com informações de Ramon Ribeiro para Tribuna do Norte, e José Narcelio Marques Sousa (Engenheiro civil e escritor)

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Henrique Araujo

O criador do Curiozzzo é Bacharel em Sistemas de Informação, viciado em internet desde muito cedo, e encontrou na criação de conteúdo uma nova paixão. Criou o blog em 2014 para levar o Rio Grande do Norte (onde vive desde criança) para o mundo de uma forma criativa e diferenciada. Siga-o: instagram.com/henrique.e.araujo

2 Comentários

  • Excelente o histórico de Natal em anos passados, ilustrado por fotos importantes. Parabéns a Henrique Araújo pelo trabalho em prol da manutenção da memória desta maravilhosa cidade, capital do RN.

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