No início do século XX as pessoas não costumavam tomar banho de mar em Natal

Apesar de todo esse marzão que banha Natal, você sabia que no começo do século XX não havia o costume de se tomar banhos de mar na cidade?

Pois é! As praias eram frequentadas praticamente só por pescadores. O hábito de curtir uma praia começou quando a “Inspetoria de Hygiene Pública” passou a recomendar o banho de mar como “prática medicinal”. 

Pescadores e curiosos na Praia de Ponta Negra provavelmente no início do século. Acervo: José Souto. Autor: não conhecido.

Entre os anos 1920 e 1930, com a ampliação da linha dos bondes até o Monte Petrópolis (atual HUOL), e depois a´te Areia Preta, a construção do “balneário público”, as famílias começaram gradativamente a frequentar a “Ponta do Morcego”.

 

Foto bem antiga da Praia de Areia Preta

No início daquele século o acesso à praia de Areia Preta era feito por uma estrada precária. Mas no ano de 1915 a Companhia de Bondes Ferro Carril, empresa responsável pela exploração dos bondes de Natal, prolongou seus trilhos até a praia, com uma parada em Petrópolis, o que contribuiu para intensificar a ocupação da praia, até por residências de uso ocasional.

Praia do Meio e do Forte no início do século XX

Antes de entrar na praia, as pessoas passavam pela “casa de banhos” (chamado de Balneário Público), onde trocavam de roupa. Os rapazes tomavam banho com calção e camisa esporte, nunca tiravam a camisa. No máximo 8 horas da manhã todos já estavam de volta e às suas casas e a praia voltava a ficar deserta.

Trajes antigos de banho. Foto meramente ilustrativa de: https://centroestenews.com.br/

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Informações de João Sizenando Rossiter através do livro “Natal do Século XX” (pág. 53) e “A Origem do Veraneio em Natal” de Brechando.com

 

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Henrique Araujo

O criador do Curiozzzo é formado em Sistemas de Informação, já foi dono de startups, administrador de grupos, empresário, mas sempre foi um amante da internet, primeiro como desenvolvedor e depois como produtor de conteúdo, desde a chegada dela no Brasil. Em 2014 criou o blog e encontrou na história e na cultura de onde mora uma nova paixão. Hoje ele leva o Rio Grande do Norte para o mundo de forma respeitosa, criativa, curiosa e única. Siga-o: instagram.com/henrique.e.araujo

1 Comentário

  • Nada a declarar. Mas, uma das faltas maiores na Pandemia é de ir a praia do Forte e comer as baganas que passam: corações de galinha fritos, pedaços de carne, peixe frito com ginga, tomar a minha cervejinha e voltar para casa pelo canto do Mangue. Dá uma saudade do Forte cheio como uma piscina de águas mornas.

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