12 expressões que surgiram no vocabulário Potiguar nos anos 50

Durante os anos 50 alguns termos surgiram no vocabulário potiguar, e também no do resto do Brasil, e foram incorporadas especialmente pelos mais jovens:

“Chofer”

O modelo do primeiro carro a chegar na cidade de Mossoró (RN), dia 11 de Maio de 1911.

Uma palavra que hoje parece muito comum, e até antiga, mas que acabara de chegar em terras potiguares. Pra quem não sabe ainda, significa: motorista.

“Paquera”

Quadro “A Paquera” do pintor potiguar Iaponí Araújo

“Paquera” parece comum até demais hoje, e foi até substituída por “crush”, mas agora você já sabe quando ela surgiu.

“Flerte”

Palavra “irmã” da “Paquera”, né? Significa praticamente a mesma coisa, só que mais recentemente pode significar também “simpatizar”, “desejar” ou “almejar”.

“Broto”

Garotas foliãs do “Carnatal” nos anos 90.

Broto pra quem é mais novo significa uma “garota jovem”. A expressão também surgiu nos anos 50.

“Bacana”

Essa expressão, que também surgiu pelos anos 50, começou se referindo a uma pessoa legal ou pessoa rica. Depois “evoluiu” para coisas ou situações legais também. Mas naquela época era muito comum os jovens se referirem a pessoas “abastadas” como: “lá vai o bacana”.

 

“Levar um fora”

Imagem de capa do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=Ya9bhHITlhk

A Natal de 50 falava que “fulano levou um fora” quando este havia recebido uma recusa de seu “paquera”, ou uma negativa de um “flerte”. A expressão hoje se tornou muito comum, mas à epoca era uma novidade “bacana”.

“Cheio da gaita”

Nevaldo Rocha, criador do grupo Riachuelo, considerado o homem mais rico do Rio Grande do Norte. Saiba mais em https://curiozzzo.com/a-curiosa-historia-do-homem-mais-rico-do-rio-grande-do-norte/

Naqueles anos 50 se você tinha muito dinheiro, além de ser um “bacana”, pode ser chamado de “cheio da gaita”. Não se sabe se a expressão tem alguma relação com “fela da gaita”.

“Tomar chá de cadeira”

Nos idos de 50 essa expressão surgiu para se referir a quando alguém espera demais pra ser chamado pra dançar, geralmente mulheres. Depois a frase começou a ser usada para toda e qualquer espera prolongada: “tomei um chá de cadeira no meu médico hoje”.

“Comer água”

Cachaças do Marina’s, uma estação de trem que virou restaurante em Nisia Floresta. Saiba mais em: https://curiozzzo.com/a-estacao-de-trem-que-virou-restaurante-no-rio-grande-do-norte

Já ouviu falar que alguém está “comendo água”? Pois é! Essa expressão surge nos anos 50 pra se referir a alguém que está bebendo cachaça.

“Enxerido”

E se alguém flertava demais, ou paquerava demais, agora tinha um novo rótulo: “enxerido”. E pior, se fazia isso com moças comprometidas aí que ganhava essa fama mesmo. Essa expressão é equivalente ao “galinha” do Sul/Sudeste e é usada no nordeste até os dias atuais, porém ganhou novos significados, como o fato somente de se intrometer na vida alheia.

“Chamego”

Pra muita gente a palavra “chamego” ou “xamego” significa um carinho, um afago, mas em 50 ela vinha pra Natal adquirir outro significado: o ato de namorar escondido, e mais recentemente “ficar” escondido, por isso mesmo tinha uma conotação de algo proibido. Dai a expressão: “xamegar”.

“Neurastênico” (ou “neurótico”)

Já ouviu falar em alguém neurastênico? A expressão surge nos anos 50 pra dizer quando alguém é, modernamente falando, “estressado”, porém quase beirando a loucura.

Gostou? Veja também 10 coisas que só os Potiguares dizem ou fazem

Fonte: adaptado das expressões que constam no livro “Natal no Século XX” de Carlos e Fred Rossiter, página 125.

🔥329 Visualizações

Henrique Araujo

O criador do Curiozzzo é formado em Sistemas de Informação, já foi dono de startups, administrador de grupos, empresário, mas sempre foi um amante da internet, primeiro como desenvolvedor e depois como produtor de conteúdo, desde a chegada dela no Brasil. Em 2014 criou o blog e encontrou na história e na cultura de onde mora uma nova paixão. Hoje ele leva o Rio Grande do Norte para o mundo de forma respeitosa, criativa, curiosa e única. Siga-o: instagram.com/henrique.e.araujo

2 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *